quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Modelo Aditivo e Modelo Subtractivo

              Quando se utiliza um sistema de coordenadas para determinar os componentes do modelo de cor, está-se a criar o seu espaço de cor. Neste espaço cada ponto representa uma cor diferente.
           Antes de serem descritos alguns modelos, convém diferenciar modelo aditivo de subtractivo. O modelo utilizado para descrever as cores emitidas ou projectadas é considerado aditivo e para as cores impressas é considerado subtractivo.
Aplicação de modelos aditivo e subtractivo.

Modelo Aditivo
Modelo Subtractivo
Luz emitida e projectada num ecrã
Luz reflectida
Mistura de cores emitidas por fontes de luz
Mistura de cores de pintura impressão

           Num modelo aditivo a ausência de luz ou de cor corresponde à cor preta, enquanto que a misturados comprimentos de onda ou das cores vermelha (Red), verde (Green) e azul (Blue) indicam a presença da luz ou a cor branca.
           O modelo aditivo explica a mistura dos comprimentos de onda de qualquer luz emitida.
           Num modelo subtractivo, ao contrário do modelo aditivo, a mistura de cores cria uma cor mais escura, porque são absorvidos mais comprimentos de onda, subtraindo-os à luz. A ausência de cor corresponde ao branco e significa que nenhum comprimento de onda é absorvido, mas sim todos reflectidos.
           O modelo subtractivo explica a mistura de pinturas e tintas para criarem cores que absorvem alguns comprimentos de onda da luz e reflectem outros. Assim, a cor de um objecto corresponde à luz reflectida por ele e que os olhos recebem.

Visão Escotópica/Fotópica e Luminância/Crominância


Visão escotópica e fotópica
A interpretação das cores é feita pelo cérebro humano depois de a luz atravessar a íris e ser projectada na retina. Assim, os olhos são os sensores de toda a visão podendo ser do tipo escotópica e fotópica.
A visão escotópica é assegurada por um único tipo de bastonetes existentes na retina. Estes são sensíveis ao brilho e não detectam a cor, são sensíveis a alterações da luminosidade mas não aos comprimentos de onda da luz visível.
A visão fotópica é assegurada por um conjunto de três tipos diferentes de cones existentes na retina. Estes são sensíveis à cor e, portanto, aos comprimentos de onda da luz visível. O número de cones da retina distribuem-se da seguinte forma: 64% são do tipo vermelho (Red), 32% do tipo verde (Green) e 2% do tipo azul (Blue).

Luminância e crominância
Como os bastonetes e os cones constituem dois tipos de sensores diferentes que apreendem a intensidade da luz e as diferenças de cor, é normal associá-los, respectivamente, aos conceitos de luminância e crominância. Estes conceitos estão, por sua vez, relacionados com as diferentes formas de representar as cores.
Para perceber como são criadas, armazenadas, manipuladas e reproduzidas as imagens a partir dos diferentes dispositivos que utilizam cor, é necessário antes representar as cores através de diferentes modelos de cor, os quais fornecem métodos que permitem especificar uma determinada cor: modelo aditivo e modelo subtractivo.

Cor e Luz

Cor
           Conceito de cor está associado à percepção, pelo sistema de visão do ser humano. Da luz emitida, difundida ou reflectida pelos objectos, sendo considerada um atributo dos mesmos.
A cor de um objecto depende das características das fontes de luz que o iluminam, da reflexão da luz produzida pela sua superfície e das características sensoriais do sistema de visão humano, os olhos, ou de câmaras digitais.


Luz
           A luz contém uma variedade de ondas electromagnéticas com diferentes comprimentos de onda. Se o comprimento de uma onda electromagnética pertencer ao intervalo de 380 a 780nm (1 manómetro = 10-9m) é detectada e interpretada pelo sistema de visão do ser humano. Os diferentes comprimentos de onda constituem o espectro de luz visível do ser humano e estão associados a diferentes cores.